terça-feira, 12 de outubro de 2010

mullher laranja e a igreja embolorada

Não consigo entender como em pleno ano 2010, estamos assistindo como foco da eleição presidencial a discussão sobre qual dos candidatos é a favor do aborto (???), como para mim isso deveria ser uma opção feminina, não consigo admitir que estejam massacrando a Dilma por ela ser, ou ter sido (sic) a favor da descriminalização do aborto. É assim que se constroem os líderes, eles vão surgindo, ou sendo artificialmente criados de acordo com o que a maioria dita, agora ela já é uma pessoa de muita fé e estava hoje na basílica de Aparecida rezando e rezando, e no final não se sabe o que eles são de verdade.São o que mostram, ou são o que os IBOPEs da vida dizem para ser?  Será que precisamos de líderes? Ou precisamos de governantes com sensibilidade e coerência para levar o povo à evolução cultural, educacional, econômica, de segurança? O que estamos vendo é uma igreja sem senso crítico, autoritária renascendo, ou simplesmente avisando que não há escândalos que possam colocá-la à margem das grandes decisões de Estado, ela persiste não como um fantasma, não quer ser parte da história, ela quer ser o presente e continuar influenciando  o futuro do país. Coitada de mim que acreditei que a igreja estava fora do nosso Estado, que éramos um país laico..enquanto acredito nisso, no país inteiro, nesse momento, padres munidos com textos escritos e autorizados pela CNBB, estão pregando o voto no salvador católico, contra a matadora de criancinhas, como disse a esposa do candidato. Será que o futuro já chegou e é isto? Sem dizer da mulher laranja que, emblematicamente, está em vias de governar o centro político do país, acho que o futuro já chegou e está sendo escrito por um compositor de funk da pior qualidade.

Um comentário:

  1. Mulher laranja mecânica, e fantoche...rsrsrsrspena que ela desistiu do debate do segundo turno. Sobre esse lance da igreja, é sem comentários amiga. eu e você estamos fora desse tempo fora do tempo. Medieval mesmo, credo, dá vontade de migrar, não é não?
    Ed

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